sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A cor da pele não mostra quem somos, mas sim nossas atitudes.
- Para a senhora é fácil falar, pois é branca de olhos verdes!
Confesso que não sabia o que falar, e por um momento fiquei pensando se este conteúdo não havia magoado os alunos, respirei fundo e novamente voltei a questionar o que há de errado com fato da pele ser mais escura? Você deixa de brincar, correr, dançar, estudar, trabalhar... Por ser de pele negra? Aos poucos fui comentando sobre cantores, atrizes e atores famosos, do sucesso de muitos dos jogadores de futebol, na tentativa de mostrar para eles que a cor da pele não impede que o sucesso seja reconhecido e que o que diferencia um ser humano de outro são as atitudes que são tomadas pelos mesmos, e não o tom da pele. No final da aula, acredito que consegui desfazer pelo menos em alguns alunos a idéia de que pessoa negra não tem valor.
Miscigenação e o enriquecimento do Brasil.
O colorido do nosso povo não foi, e nunca será um empecilho para o desenvolvimento de nossa nação pelo contrário, a mistura de povos enriqueceu de ciência o nosso Brasil. Lembrando que o Brasil só rico em cultura porque todos os povos contribuíram e espalharam seus descendentes aqui, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde imigrantes contribuíram com a aplicação de capitais nos setores produtivos. Os portugueses com sua presença constante asseguraram a continuidade de valores que foram básicos na formação da cultura brasileira. Os franceses influíram nas artes, literatura, educação e nos hábitos sociais, além dos jogos hoje incorporados à lúdica infantil. Os italianos na arquitetura, culinária e nos costumes, estes traduzidos por uma herança na área religiosa, musical e recreativa. Os alemães contribuíram na indústria com várias atividades e, na agricultura, trouxeram o cultivo do centeio e da alfafa. Os japoneses trouxeram a soja, bem como a cultura e o uso de legumes e verduras. Os libaneses e outros árabes divulgaram no Brasil sua rica culinária.
Será que o nosso Brasil seria assim visto e “desejado” por todos se não estivesse tido todas estas contribuições?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Perguntas Cuturais
Como a Cultura faz presença em sua vida?
Que diversidade é essa em nosso mundo?
Que comida é essa que se come?
Que roupa estranha é a que te cobre?
Que lingua fala em tua língua?
Que gestos te identificam?
Que Deus protege teus caminhos?
Que desejo habita em teu peito?
Que governo age em teu coração?
Que dança move este teu corpo?
Que bandeira tremula em teu chão?
Que escola é esta que te ensina?
Que musica soa em teus ouvidos?
Que heróis cultuam teus irmãos?
Que festa tu celebras nestes dias?
Que amor invade a tua alma?
Que musica sai de tuas entranhas?
Que cor é esta em tua pele?
Que arte é a arte que tu fazes?
Que lamento é este que te consome?
Que perguntas estas que te fazemos se já sabemos as respostas que todos nós já respondemos?
Ler/viver Rm 14,10-14,19
Jugar o dioferente soa como fraqueza...
O Racismo camuflado no ser humano
O racismo no Brasil é até hoje uma atitude de ignorância das pessoas para com as próprias origens. Deste a antiguidade convivemos com povos Indígenas; negros ; portugueses ou então a miscigenação de todas as raças, como vemos hoje, pois afinal de conta, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo, tais como Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes, peruanos, e muitos outros povos, sendo o nosso pais mais hospitaleiro com os estrangeiros do que com seu próprio povo.
Atualmente percebemos que pessoas estrangeiras tem mais “valor” do que nós que nascemos e crescemos aqui. Quantos indigenas você observa convivendo harmoniosamente em sociedade com os outros grupos de povos aqui mesmo em nosso municipio?o que vemos são pessoas de diferentes raças, mas não percebemos que temos em comum no sangue, uma paixão, uma descendencia brasileira.
O que existe por aqui é muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de ignorar . Os atingidos são sempre os mesmos, negros, mestiços, nordestinos, pessoas são condições financeiras e ou fora do padrão da moda, obesos, baixos, principalmente, os mais pobres que não conseguem emprego, estudo, dignidade e respeito. Estes não têm lugar na sociedade brasileira!
E para averiguar se é realmente verdade basta visitar as faculdades, os pontos de encontro como bares, danceterias, teatros ou, até mesmo, se tiver mais coragem, observe uma favela ou o presídio. Claramente nestes pontos de encontro , este racismo dissimulado e camuflado vem à tona e causa espanto em muitas pessoas que não “querem encarar” a verdade dos fatos.
http://www.spiner.com.br/modules.phpname=News&file=article&sid=901
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Pensamento social brasileiro e a construção do racismo
Módulo v
Pensamento social brasileiro e a construção do racismo
A principio perguntei aos alunos se eles sabiam as características de cada povo destes que iriamos estudar para descobrir o que as crianças sabiam sobre este tema, e percebi que eles tinham pouco conhecimento principalmente sobre os povos asiáticos e europeus, em seguida distribui na sala materiais impressos falando sobre as características, origens, e a história dos povos Asiáticos, indígenas, negros e europeus. Dividi a sala em quatro grupos e cada qual ficou com um tema, em seguida cada grupo falou sobre os povos que haviam estudado depois cada aluno completou suas frases, e as respostas e comentários foram inacreditáveis, pois percebi que muitos alunos são racistas com eles mesmos, não gostam de sua própria cor, gostariam de ser brancos, excluem algumas pessoas por sua cor, por ser menos bonita ou por estar acima do peso, e ficou evidente no grupo antes mesmo de levantar a questão do racismo. Percebi que vou ter que trabalhar mais este tema em sala, pois um aluno chegou a dizer para quem quisesse ouvir “eu não gosta de negro”, no entanto ele também é moreno, deixando claro que ele não gosta de sua própria cor.
Prof.: Cilmara B Passini.

